OSIP - Optical Simulator Platform       

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A evolução dos simuladores de óptica na Universidade de Aveiro

 

A evolução da plataforma OSIP

 

 

A evolução dos simuladores de óptica utilizados na Universidade de Aveiro

O primeiro simulador de comunicações ópticas criado na Universidade de Aveiro, SCORE – Simulator for Communications Research – surgiu em 1989 pela mão do Prof. Doutor Rui Ribeiro, integrado na sua tese de Doutoramento, e foi concluído no ano de 1994. Continuou a evoluir no âmbito de dois projectos de 5º ano e de uma pós-graduação. Este simulador utilizava as técnicas mais recentes de simulação, como estrutura modular, suporte de topologia do sistema arbitrária, definição hierárquica e gráfica da topologia através do desenho do diagrama de blocos, biblioteca de modelos, modelos reentrantes, pós-processador em ambiente gráfico, e uso eficiente do tempo do processador, entre outras características.

O SCORE foi desenvolvido em linguagem C , poderosa o suficiente para permitir todas estas características. No entanto, devido aos problemas inerentes ao suporte das funções (alterações no sistema operativo traziam novos erros) e a falta de disponibilidade para fazer a gestão deste simulador fizeram com que o projecto fosse abandonado.  

A plataforma que actualmente tem sido utilizada na Universidade de Aveiro, da empresa VPITMVirtual Photonics Inc. – é muito fiável e robusto na obtenção de resultados de sistemas ópticos. Apresenta uma interface gráfica para Windows® user-friendly que permite facilidade de utilização dos parâmetros, bem como potencialidade de percorrer módulos (modules sweep capabilities); é orientado por blocos, podendo-se montar um sistema para simulação de forma muito simples, através das funcionalidades de drag-and-drop, e copy-paste. Inclui um excelente manual de ajuda e uma extensa biblioteca de modelos; recorrendo a tecnologias de simulação por camadas, possibilita a análise simultânea através dos diversos níveis da rede do sistema; possuiu uma biblioteca de exemplos com respectivas descrições e explicações bastante útil.

Mas, no entanto o VPITM não permite o estudo de diversos detalhes, para além de que os seus módulos apenas permitem actuação sobre os parâmetros predefinidos, na medida em que não é possível alterar os seus blocos, assim como a estrutura de simulação. Quando se exige maior precisão e número de pontos, o processo de obtenção de resultados com o VPI® torna-se demorado, especialmente quando há necessidade de utilizar funções do Matlab®. A estas desvantagens acresce ainda o elevado custo das licenças anuais, resultando na aquisição de um número de licenças bastante reduzido.  

Estes factores levam a que investigadores que necessitem de simulação intensiva acabem por desenvolver o seu próprio simulador, com uma biblioteca de funções adaptada à sua área de estudo.

            Actualmente envidam-se esforços no sentido de criar um simulador óptico para a Universidade de Aveiro.

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  A evolução da plataforma OSIP

O OSIP teve origem no projecto de final de curso ETOBLU – Equipamentos terminais ópticos para banda lateral única – desenvolvido pelos colegas Ana Ferreira e Tiago Silveira e orientado pelo Professor Doutor Paulo Monteiro, no decorrer do ano lectivo 2003/2004.

O seu objectivo inicial era implementar uma plataforma de simulação que corre em ambiente Matlab ®, escondendo ao programador e ao utilizador todos os problemas de interface com o sistema operativo, e permitindo programação num ambiente conhecido e dotado de ferramentas de cálculo poderosas. 

Nesta primeira versão da plataforma, os módulos desenvolvidos foram os necessários para simular este tipo de sistemas. Nas disciplinas de Comunicações Ópticas e Sistemas e Redes em Comunicações Ópticas foram desenvolvidos outros módulos, como por exemplo, o Amplificador Óptico de Semicondutor (SOA).

No final do ano lectivo 2003/2004, o OSIP era uma ferramenta que corria em ambiente Matlab ®, sem interface gráfica com o utilizador e onde era necessário executar um conjunto de m-files em linha de comandos de forma sequencial, respeitando rigorosamente os parâmetros de entrada e saída de cada m-file.

Nesta fase, simular com o OSIP requeria um conhecimento prévio rigoroso dos módulos existentes e não existia ainda formas automáticas de correr uma simulação por completo sem ser necessário compor uma m-file que fosse fazendo referência a todas as m-files dos componentes utilizados e dos respectivos parâmetros. Era portanto moroso e complicado criar uma m-file de simulação. Pode-se mesmo considerar que o OSIP era um conjunto de m-files com parâmetros de entrada e saída concordantes, sem existir um conjunto de regras e restrições que definem um processo de simulação.

Imponha-se assim criar uma interface gráfica e um processo de criação de simulações automático e interactivo que pudesse ser utilizado sem ter um conhecimento rigoroso do modelo utilizado.  

No ano lectivo 2004/2005, os alunos Manuel Fernandes e Pedro Santos, incentivados pelo Professor Doutor Paulo Monteiro, desenvolveram uma interface gráfica com o utilizador (GUI), por forma a tornar a plataforma de simulação OSIP mais flexível e de fácil utilização.

Assim, foi necessário criar estruturas de dados que permitem a construção de projectos de uma forma transparente e todo um conjunto de regras e restrições permitindo que seja possível a criação de simulações sem recurso à linha de comandos.

Para além da construção da interface gráfica foi ainda necessário reestruturar todas os componentes desenvolvidos na versão 1 do OSIP, de forma a poderem ser integrados nesta nova versão. Desenvolveram-se ainda novos componentes para a construção dos projectos.

Para garantir a portabilidade e a modularidade foram ainda criadas ferramentas que permitem realizar a importação e exportação de componentes do OSIP, tendo-se ainda desenvolvido um conjunto de ferramentas de apoio à criação do projecto.  

Como em todos os projectos em desenvolvimento, o OSIP continua a ser renovado e melhorado progressivamente de forma a que se eliminem pequenas anomalias e se corrijam alguns problemas de construção, sem esquecer a inclusão de novos componentes de simulação, tornando esta ferramenta cada vez mais poderosa e robusta no mundo das comunicações ópticas.

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Grupo OSIP

Bruno Santos & Miguel Pereira